Mundo Camillão
Já vou Ana...já vou...
Não tenho tido nenhuma boa idéia para escrever ultimamente...
Depois de rápidos 22 dias de férias, trabalhando no clube da madruga no tio "Rírton", a coisa mais intrigante que eu tenho pra escrever é sobre essa loucura cibernética que é esse tal de "Orkute"- nem sei se é assim que escreve...
É praticamente uma epidemia... é no trampo, minhas primas, meu tio, meu namorado... Enfim, um monte de gente que fala desse orkute!
Na verdade, eu nem sei direito o que é, só sei que pra entrar no clube, você precisa ser convidado.
E, eu perdi minha grande chance... Um ex-caso meu, me mandou um e-mail com uma foto dele, e várias outras fotinhos do lado da dele.
...Achei que era sacanagem c/ a minha cara... Faz quase 1 ano que nunca mais eu vi a cara do figura, e ele me dá uma dessa!?
Respondi o e-mail com uma certa grosseria, dizendo "que e-mail sem noção é esse que você me mandou?".
Daí, no dia seguinte, ele respondeu: "É orkute sua louca! E aí, quando a gente vai se ver?" - básico, homem sempre precisa de uma brecha pra evitar de dar a cara a tapa... (com exceção do meu namo, é claro :-)
Então eu me pergunto: "por que todo mundo se diverte, e eu não acho nada?". Tentando encontrar uma resposta para essa terrível indagação, eu me lembro daqueles episódios do Giraya e do Jaspion que eu achava simplesmente súper verdadeiro -muito perfeito- aqueles montros enormes que saían daqueles lagos koreanos/japoneses/nissei-sansei.
Assim como meu irmãozinho acha o máximo a saga pokemon e CIA LTDA, a rapaziada tá achando o máximo essa febre da rede.
Meu tio, de 25 anos, disse que encontrou amigos dele, dá época do primário nesse negócio! FAN-TÁS-TI-CO! Na minha opinião, o globo repórter devia fazer um programa especial ( posso até ouvir o Chapelin falando : "no programa de hoje ORKUTE, a nova sensação da rede virtual mundial entre os jovens...")
Bom, como ao longo do meu processo de formação escolar, eu passei por umas 8 escolas diferentes, e morei entre os mais diversos pontos cardeais dessa cidade, não me lembro muito do nome das pessoas que conviveram comigo durante esse período.
Ai, ai... sei lá se isso ficou entediante de ler, mais foi a única coisa inovadora que eu soube nesses últimos dia. Além de um monte de artista ter ficado grávida, d´eu ter pintado o cabelo anteontem, comecei a fazer academia pela 1º vez na vida e das aulas terem recomeçado, não tenho nada mais de interessante pra contar...
Detalhe: enquanto eu fico escrevendo esse monte de bobagem , meu professor cria sonetos decassílabos de poesia satírica para os políticos... é, cada um se diverte com o que pode....
Adivinhem : passei com média 10 de sistema de comunicação!
Puta merda! achei o máximo, sabe por quê? porque o prof º avaliou nada mais do que os artigos desse mesmo blog que vos fala.
Caraca ! Achei que não fosse conseguir sabia? Lembra daquele meu 1º artigo escrito (dá um page down), eu tava freaking out, e hoje, eu nem penso em parar de escrever. So sorry, mas o meu blog vai continuar competindo com os “piratas” ...hehehe.
Ah, isso nada mais foi do que um outro trauma superado.
Aliás, a Késia (minha classmate e assídua leitura desse humilde meio de entretenimento), me deu a idéia de escrever sobre alguns dos traumas da minha infância - e adolescência, depois de ter me ouvido contar que adoro cabelos curtos, porque tenho horror de lembrar da sensação que as marias-chiquinhas que a minha mãe fazia no meu cabelo, me proporcionavam. Não, elas eram tão apertadas que eu ficava japonesa e, quando eu as soltava, aliviava 2 toneladas na minha cabeça. Eu até chorava, sabe...
Ah, sim, quando eu tinha uns 11 ou 12 anos, eu tava na sala do Rafael Vítor, e eu era apaixonada por ele. Ele era da 5º C e eu da A. Daí um dia, ele veio me chamar e disse: “tenho uma coisa pra te falar, e quero que você responda com sinceridade (coração à milhão, pensei que ele ia se declarar e...): você acha que a Tati iria ao cinema comigo? Eu gosto tanto dela, e, como ela é sua amiga, acho que você saberia me responder...”
Froônzz! Brochei. Fui pro banheiro, sentei e chorei. Com aquela cara de paisagem, voltei pra sala e tomei uma decisão: nunca mais quero ter uma amiga chamada Tatiana.
Dito e feito, só tive outra colega Tati no 2º colegial.
Coitado... sabe quando um menino iria se interessar por mim naquela época? Nunca! Sabe a Drew Barrymore naquele filme “Nunca fui beijada” ? Tipo, era eu (sem usar aquele vestido de festa, e ao invés de gordinha, uma Olívia Palito. Jogava bola com os moleques, chegava na sala com a cara preta e, confesso, desconhecia o boticário, Rexona e afins. Ugh! Que bizarro!! Minha ,mãe devia querer se matar.. Ah, acho que era pra superar esse trauma de ser feito uma princesinha quando pequena, sabe. Me rebelei!
8 anos depois, estou caminhando com meu avô lá na praia da Aviação (wow! Long Beach, baby!), quando me deparo com quem ? Sí, Rafinha. Ele me mirou- ah, tá bom vai, pagou- um-pau federal pro meu biquini cortininha azul bebê!- mas não me reconheceu. Meu vô tava super entretido com seu discurso ofensivo ao Fernando Henrique, que não pude cortar o barato dele, só para ir lá dizer : E aí? Lembra da Tati? Então, eu sou a Camilla, amiga dela na 5º A, lembra? .
Achei melhor deixa pra lá, afinal, não quis mostrar que já tinha gostado dele durante todo o primário e ginásio...
Tem outra, quando eu fiquei mais ajeitada, quis ser Gisele Bündchen. Fiz um book, entrei na Elite e, após freqüentes reprovações, desisti.
Superação: nenhuma. Me matriculei no cursinho, afundei a cara nos livros e arranjei um trampo numa escola de inglês para afogar as mágoas.
Meu namorado fala que eu tenho medo de ficar igual minha mãe: de não conseguir ficar com uma pessoa por muito tempo, e isso me torna insegura.
Como estou superando? Ganhei no dia dos namorados um vivo que me dá direito à R$1 centavo o minuto durante 1 ano : pô, muito melhor que uma aliança... satisfação garantida, ou seus créditos perdidos- pelo menos nos próximos 365 dias estou super segura.
Ai, ai, são tantos.... tenho trauma de kibe (uma vez comi na praia e me fez mal), de caras do signo de leão, e de amigas do signo de touro (as 2 que tive, ficaram com meus ficantes...).
Traumas superados: só como kibe da minha tia, arrumei um namorado maravilhoso de capricórnio, e as amigas... humf! Arrumei um namorado que é muito mais legal que os caras que eu ficava, e que agora elas namoram: pelo menos valeu a sacanagem...hehehe!
Devem ter outros, mas que eu me lembre, os mais marcantes, foram esses.
Ah, se você também tiver uns traumas animais como esses, por favor, me conte.
Meu e-mail é camillahp@bol.com.br . Se quiser, mande sugestões sobre o que você gostaria de ler no próximo artigo.
Beijo, tchau.
Desculpa Ana ter te desapontado... Sei que não é desculpa, mas tenho muita dificuldade de sentar em frente ao computador e escrever. Me falta tempo!
A correria tá brába! O pouco tempo que me resta, o sono me consome..
Ás vezes, fico pensando se vale a pena tanta dificuldade no dia-a dia, se o cansaço, as olheiras, as poucas horas de sono durante longos dias...
But, fazer o quê?! Não tenho do que reclamar. Fico pensando em quantas pessoas gostariam de estar no meu lugar, ganhando o que eu ganho.
Na verdade, acho que o problema sou eu. Fico enlouquecida quando começo a ver pilhas de xerox em cima da minha cama. Alguns textos são tãããão chatos, que é humanamente impossível ficar acordada enquanto os leio.
O professor de sociologia tem sido o campeão de textos borings! Críticas a parte, sei que é uma fase da facu que temos que atravessar. Se bem que os textos do Lord Moisés eram entediantes, mas ele é um espetáculo a parte... E, nem todos os mestres são Ulanins...
Sinto muito teachers, mas algumas aulas têm sido bastante entediantes. Of course, que cada um tem seu jeito de lecionar, mas pôxa... Tem sido conflitante manter-se presente de corpo e alma nas aulas... Ok, sei que estou cansada, mas... é véro!
Ainda assim, olho pra mim, e tento olhar através de tudo, pra mirar onde posso chegar. O companheiro Flávio e a companheira Luciana, são personas que sinto que superam essas dificuldades como eu. Nem todo mundo abre mão dos seus fim-de-semanas, estudam de madrugada, e nem todo mundo aceita a deficiência visual com tanta dignidade como o Flávio.
Às vezes, algumas "garotas" vão "visitar" os hóspedes lá no hotel,ganham US$100,00 a hora e, alguns ainda têm a paxôrra (xi, não sei se é com "x" ou com "ch" !) de de dizer que é um trabalho como outro qualquer... Tá certo que são mais espertas, pois ganhar isso é realmente anormal!
Mas, eu não aguento!! O meu corpo é só meu. E, acordar às 4:30 da manha, 7 dias da semana, ninguém quer, né?
Hunf! Fiquei revoltada agora :-/ ... Mas, a gente vai chegar lá e, quando eu tiver lá, prometo mandar postais...
" TRABALHADORES DE TODO O MUNDO, UNÍ-VOS " :-)
Depois de um longo inverno sem escrever, aqui estou eu de novo...
Vááááárias novidades, e um namorado novo! Ugh!! Que emoção!!
O meu professor de Comunicação falou que não queria saber sobre assuntos amorosos nos nossos artigos, mas eu vou ter que abordar esse assunto porque ele virou a minha vida em 360 graus e, não é um simples fato amoroso- porque se eu fosse contar metade dos meus affairs, amanhã de manhã é pouco tempo...
Desde os meus 15 anos, quando eu comecei a rotina das baladinhas paulistanas (...êêhh!! festas da medicina...), eu fiz a minha patota e minha equipe de guerra que foi inseparável até o último carnaval- “ É nóis, é nóis, é nóis!!”
Bom, para quem não sabe, eu trabalho num hotel de luxo em Sampa que consome boa parte das minhas energias. O mundo de amizades acaba se afunilando e, se a gente não toma cuidado, vivemos em função do Hotel: seus amigos são do hotel, as baladas também, rolos e... BINGO, meu “querido” trabalha comigo. Por mais que se tome cuidado, a convivência com as pessoas acaba criando momentos propícios, a carência se sobressai e acaba sendo bastante comum namoros hoteleiros. É como vida de médico: sua vida é em função dos hóspedes, se trabalha por eles e ganhamos (e muito) em cima do $$ deles (essa é a melhor parte!).
Amizades verdadeiras também se consolidam, e torna o ambiente mais descontraído, apesar dos “bafóns” rolarem soltos a cada dia seguinte das festinhas...
Eu nunca procurei por um namorado, mas como todas as mulheres (as que falarem não estão mentindo), sempre quis encontrar alguém especial. Não precisava ser pra vida inteira, mas que fosse importante nesse período X vivido.
Puxa (fui procurar agora na cestinha do banheiro e não achei..), saiu um artigo tão bacana na REVISTA da Folha há umas 3 semanas atrás sobre mulheres independentes que curtem diversos relacionamentos simultâneos, mas sem assumir compromisso efetivamente com nenhum. Foi muito interessante, porque foi assim que eu encarei a minha vida nos últimos 2 anos. Cansei de ficar com alguém, esperando que fosse se tornar um relacionamento sério, e que no final, não passava das oitavas de final. No texto ela falava sobre os homens tipo “pretinho básico”, que a gente sempre tem por perto para os momento “SOS solidão”, sobre relacionamentos apenas sexuais, etc.
A mulher de hoje em dia, aprendeu a conviver sozinha e desprendida. É claro que a necessidade de ter alguém por perto permanece, mas os relacionamentos duradouros deixaram de ser uma peça fundamental para que uma mulher se entregasse a um homem- em parte, em função dessa rotina que eu mesma levo. A gente não tem fim-de-semana, semana-santa, feriado, natal... Quando tem, muitas vezes cortam as folgas no dia anterior, o que pode causar prejuízos (viagens canceladas) e descontentamento num relacionamento. As prioridades são outras. Faculdade, trabalho, família (pais separados).... O dia precisa ter 30 horas pra conseguir fazer tudo, e ainda sobrar tempo pro namorado!
Fora isso, tem outros contratempos que surgem na convivência com as pessoas, sejam elas amigos ou ficantes, e que passa por amores e decepções.
Um homem pode ser motivo de discórdia numa amizade, e pôr toda uma convivência por água abaixo. Passarei os próximos 3 anos convivendo com uma pessoa que me magoou em função de um “fico”. Hoje, além dele não representar nécas pra mim, me frustra pensar que pude crer ter algo em comum com ele, e ver que isso abalou toda uma amizade promissora.
Um dos melhores amigos do meu tio foi responsável por toda minha frieza quanto aos homens. É um egoísmo que se sobrepõe ao sentimento alheio.
Eu já magoei algumas pessoas também, mas nunca com a intenção de ferir. Desilusões acontecem dos dois lados.
Isso tudo, acaba criando uma barreira protetora na gente, que se torna difícil de se transpassar. Você tem que se preparar pra decepções que podem surgir de todos os lados.
Mas a gente aprende... E vale a pena. Você escolhe seus amigos a dedo, fica com alguém por vontade única e exclusivamente sua, sem se preocupar com os outros e, quando decide estar somente com um alguém, é porque a vontade foi realmente consciente.
...E, sabe o que é engraçado? A hora que você encontra esse alguém, gera uma sensação engraçada... Acabou. Encontrei alguém. E aí? Vou conhecer a sensação de amar?! Como será que é?
Ainda não sei responder. Só sei que tá tudo muito bom pra ser verdade...
....Now here we go again...
Estou muito feliz por saber que as pessoas têm lido meus textos e têm gostado...
Infelizmente não tenho tempo enough para redigir sempre que gostaria, mas o faço sempre que possível.
E, cada vez que vou escrever,tenho muitas idéias que desejo desenvolver, mas, como eu disse, gosto de escrever sobre acontecimentos que me chamaram a atenção.
Hoje, fiquei chocada com a primeira página da Folha, que trazia uma foto de iraquianos, celebrando a morte de civis americanos- queimados e pendurados em cordas, expostos e trucidados pelo mutilamento.
Que horror! Gente, onde isso vai parar...? É tenebroso. E, por estudar relações internacionais, e tentar entender as "relações do mundo", não consigo admitir uma coisa dessas! reluto para não entrar na carreira diplomática, porque sei que vou sofrer ao ver tamanhas injustiças, tendo idéia de que acima dos direitos civis internacionais e do meu desejo de progresso, existirá o ódio e o nacionalismo extremado, comandado por poderes bem acima das leis de Deus. E que Deus...!
...Que para cada religião cultua-se Um, morre-se por Ele, consolidam-se rancores perversos dentro de corações que muitas vezes parecem serem feitos de pedra.
Semana passada, foi um menino palestino de 12 anos, pego com bombas por todo o corpo, prestes a se explodir num bairro israelense (se eu não me engano..) . Pouco antes, um trem explodiu cheio de gente que ia trabalhar em Madri. Caramba!!! Cadê as organizações de segurança internacional? Por que as tragédias continuam se repetindo?
Estamos em pleno século XXI, e vejo atrocidades se repetirem como há 2000 anos atrás.
Ah, sim. Comparo esse tempo, porque na última quarta-feira, fomos ao cinema assistir o filme do Mr.Gibson " A Paixão de Cristo", e fiquei tão chocada com tamanha violência, que vejo que o mesmo ser humano das lutas do Coliseu, e o mesmo ser da era de Cristo, não evoluiu muito de lá pra cá.
...saí do filme tão passada, que só fui conseguir parar de chorar na hora de dormir. Tive pesadelo com aquele diabo "nórdico" e a cada dia, tento entender a perversidade do mundo. Católico ou não, saber que alguém morreu daquela forma é ......muito assustador.
Na década de sessenta, a ditadura torturou muita gente. Há uns anos atrás, arrancaram a orelha do irmão de um cantor sertanejo durante um sequestro. No começo do ano, um casal de namorados é espancado e mutilado na serra da cantareira. Blá, blá,blá, maniacos do parque à parte, não quero escrever um texto sensacionalista com cara e Cidade Alerta.
Só tento mostrar, como estou vendo o ser humano de hoje. Assim... sem noção nenhuma de nada. Alguns que comentem os maiores absuros não por crêr em algo, mas apenas por prazer ou por dinheiro.
Na verdade, não existe um por quê.
Semana passada, escrevi sobre mamãe. Agora, penso no medo que ela deve sentir cada vez que saio pra chegar de madrugada, pensando no que pode acontecer comigo. Puta merda!! E é nesse mesmo mundo que meus filhos poderão viver.
...E os seus também!! Afinal, estamos todos no mesmo barco. Só nos resta rezar e tentar mudar, na medida do possível, esse mundo medíocre que vivemos hoje.
E acreditar que com a gente, tudo poderá ser diferente...
Como já disse na entrada do “Mundo Camillão”, eu escreveria nesse blog sobre coisas que me despertassem certo interesse.
De uma semana pra cá, devo confessar que nada de tãããããão interessante me despertou tanta atenção para poder escrever sobre.
...Tenho essa dificuldade...
Ah, na verdade tem uma coisa que me deixou um pouco apreensiva... Minha melhor amiga conheceu um rapaz há exatos 50 dias e resolveu casar-se com ele no dia 29 de maio próximo.
Uau!Achei um tanto repentino, ainda mais em se tratando de uma mocinha de 41 anos...
Ok, brincadeiras à parte, é a quarta vez que mamãe vai se casar. Não sei dizer ao certo como foi que isso tudo aconteceu. Só sei que vai acontecer...
O cara é gente boníssima. Tem dois filhotes do 1º casório, que vai juntar com outros três dos dois primeiros casórios de mamy: Me, Bruno- o entiado que quis permanecer e Júnior, que fazendo jus ao nome, nada mais é que a "raspa do tacho" e o terror da rapaziada!
Well... a gente vive bem, sem maiores problemas e apesar de já ter passado o dia Internacional da Mulher, vou dedicar o artigo de hoje a minha queridíssima mamãe.
É difícil encontrar uma mulher como ela. Aliás, adoro “rasgar a seda” para as meninas da minha família que são extremamente fortes e cabeça aberta.
Demoramos uns 18 anos para chegarmos na relação tranqüila e aberta que temos hoje. Tirando papai, outras duas pessoas dividiram banheiro comigo nesses últimos 12 anos e, na realidade, não foi das experiências mais prazerosas que já tive. Pelo contrário, foi muito difícil- pra não dizer pavorosa em determinados momentos!!
Com essa “libertação” da mulher do mundo pós “queimando sutiãs”, elas conseguiram conquistar seu próprio espaço no mundo business, se livraram da tenebrosa tarefa feminina de passarem o resto de suas vidas com a barriga molhada na pia da cozinha e se jogaram na vida real e produtiva do mundo.Ganhar seu próprio dinheiro, manipular seus cartões, pagar suas contas...ah! como é bom.
Para as que têm filhos, revezar os dias de pegar os filhos na escola e comparecer à reunião de pais e mestres, também passou a fazer parte das divisões das tarefas do casal- que nem sempre são um casal. Muitas vezes é um acordo amigável. Afinal, “pra quê casar? Abrir mão da sua própria liberdade pra cuidar de marido e filho?! No way”.
Pois é. Modernismos à parte, as mulheres ficaram tão independentes, que conviver com uma outra pessoa é humanamente impossível. Isso é ruim. Os filhos que dessas relações nascem, são criados pelas babás e pelas tias de escolinhas de educação infantil (função que foi meu ganha pão na minha adolescência...), crescem carentes e mimados- atender seus desejos, parece ser uma forma de suprir essa ausência, o que pode gerar adolescentes problemáticos.
É por isso que respeito minha mãe. Nos seus três casamentos, tudo que ela sempre procurou, foi ser feliz. Ela ganhava seu dinheiro, cuidava da casa, da roupa, da escola, de si mesma, das finanças, da gente e, ela sente a vontade de ter alguém ao seu lado, para partilhar dessas coisas boas e ruins. Ela não uma pessoa auto-suficiente: ter um homem para dividir o lençol e partilhar o sentimento é essencial pra ela.
Quando estava infeliz, separava-se. Nós nunca a vimos triste ou de cara feia por causa de uma briga conjugal, e nunca fomos um impecílio nas suas decisões. Ela vai lá e faz. E carrega a gente junto.
Nos meus altos 19 aninhos, ela me ensinou como ser uma mulher forte, a ser mãe e dona da minha casa. Tudo o que sou, devo a ela. Tudo
Gostaria que todos tivesses uma mamy assim. Certamente, frutificariam em pessoas melhores e menos egocêntricas.
Ah, serei madrinha, vai ter um festão e tenho certeza de que ela estará deslumbrante no seu vestido de noiva da "cor de ouro velho”...
Estou receosa, mas, se não deu certo com o Julio, Ibraim, Fernando, pode dar certo com o Paulo. Caso não, ela vai tentar com o João, Manuel, Zé Maria, Pedro,.....
Anyway, ..."fundamental é mesmo o amor, pois é impossível ser feliz sozinho"...
Hoje, pude ver de perto o quão ruim está a situação do Partido dos Trabalhadores.
Estava parada no semáforo da Av Brasil e vi uma faixa escrito:" Quero meu emprego no Bingo de volta. E meu voto no PT também!!". - Genial...
Depois de ter assistido à inusitada palestra do Senador Suplicy 6ºfeira passada na Faculdade, lamentei sinceramente o que está acontecendo com o PT nesses últimos meses... Também assumo que dei uma chance ao partido, e que venho tendo alguns relapsos de arrependimento em decorrência do que tenho lido nos jornais.
Piada número 1: Lula compra um Boing (com o reduzido dinheiro público e, cai na testa o quem sempre gostou de criticar o ex-presidente "Viajando Henrique Cardoso",sobre sua ausência no nosso país). Se ele comprou um avião, suspeito eu que seja pra facilitar as milhares de viagens que ele deve fazer nos próximos tempos e, imagino o quão diplomático ele deve ser nas suas empreitadas fora do país, pois creio que essas visitas deverão valer cada tostão gasto nessa "vaidade". (É provável que ele se defenda, dizendo que está apenas divulgando os produtos da Infraero...)
Caramba!! que palhaçada é essa?! Além do desemprego só aumentar nos últimos tempos, o Fome Zero não passa de especulação marketeira (alô Ms Bündchen, fica esperta se o seu $$ não foi parar em alguma máquina caça-níquel...) e o que eu mais apreciava no PT, a sua integridade política, está indo bueiro abaixo e virando gozação...
Piada número 2: O Palácio da Alvorada necessita urgentemente de reformas. Será que FHC andou dando umas festinhas tão "nervosas" a ponto de abalar impressionantemente as estruturas da Casa Federal? Só o vídeo Show pode nos mostrar... ou a Contigo talvez...
O fato é: não dá pra aceitar essa situação ridícula que o governo nos tem imposto, ouvir e ver as asneiras mais estapafúrdias que já presenciei, além de ver meu dinheiro suado sendo gasto impensadamente e ainda ficar de boca fechada. Tá tudo errado!!!
Outro dia, um hóspede veio me perguntar com quantas horas de antecedência ele deveria deixar o hotel e ir para Guarulhos. "Talvez umas cinco horas antes, Sr.", respondi a ele. Então, ele me respondeu: "Ah, sim, imagino o caos que vou enfrentar. Vocês têm uma prefeita maluca, às vèsperas da eleição, que pôs a cidade inteira em obras, e uma Polícia Federal que não funciona...". não consegui dizer nada a ele. Apenas fiz aquela "cara de paisagem" habitual (ou de concha pra quem preferir...), de quem sente muito por tudo isso.
Mas, quem mais está sentida com essa história toda, é vovó Inês e sua patota, que não têm mais programas para suas tardes ensolaradas...
É presidente, toma sua linha antes que a sua única fonte de segurança -o apoio popular- lhe deixe falando sozinho.
" O povo brasileiro é igual a torcida do Coringão: Quando gosta faz folia, mas quando tá puto joga ovo." Demora, mas faz.